É a religiosidade protetora da ansiedade face à morte nos adultos na meia-idade e nos idosos

Abstract

Compararam-se dois modelos de mediação concorrentes relacionando género, força da fé religiosa (FFR; Santa Clara Strength Of Religious Faith Questionnaire, versão portuguesa) e ansiedade face à morte (AFM; Revised Death Anxiety Scale, versão portuguesa) em 314 adultos na meia-idade (40-55 anos) e em 1005 idosos (65-97 anos). Por problemas de validade discriminante, os quatro fatores da AFM passaram a três: Incerteza/Controlo Pessoal (ICP), Dor/Medo do Processo de Morrer (DorMPM) e Funeral/Decomposição (FD). Selecionou-se o modelo com a FFR (não com a AFM) como mediadora para análise. Em ambos os grupos, o género e a FFR não predisseram a FD, e foram as mulheres que apresentaram mais FFR, ICP e DorMPM. No grupo dos adultos a FFR não predisse a ICP e a DorMPM enquanto no grupo dos idosos sim, onde a mediação da FFR atenuou as diferenças de género. Estes resultados foram discutidos segundo as teorias da AFM; Abstract: Two concurrent mediation models relating gender, strength of religious faith (SRF; Santa Clara Strength Of Religious Faith Questionnaire, Portuguese version) and death anxiety (DA; Revised Death Anxiety Scale, Portuguese version), in 314 middle-aged adults (40-55 years old) and in 1005 (65-97 years old) elderly, were compared. Due to discriminant validity problems, the four SRF factors turned into three: Uncertainty/Personal Control (UPC), Pain/Fear Of the Dying Process (PainFODP) and Funeral/Decomposition (FD). The model with SRF (not with DA) as mediator was the one selected for analisys. In both groups, gender and SRF didn’t predict FD, and women presented more SRF, UPC and PainFODP. In the adults’ group SRF didn’t predict UPC nor PainFODP, whilst in the elderly group it did, where SRF’s mediation attenuated gender diferences. These results were discussed according the DA’s theories.

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