A. Meteorologia e as observações instrumentais: a emergência da construção de redes internacionais XVIII-XIX
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Ed. Caleidoscópio
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No contexto da ciência e da prática científica do século XVIII as observações
instrumentais meteorológicas ganharam o estatuto de um saber «útil para Nações cultas». Elas
iniciam-se no âmbito da sociabilidade científica da época – Academias e Sociedades Científicas.
Portugal fez parte deste movimento de internacionalização meteorológico setecentista. Médicos
e Militares encarregaram-se de obter pluviómetros, termómetros, barómetros, observar e registar
dados meteorológicos. Registos comunicados às Academias de Ciências, como a de Lisboa, dados
divulgados na imprensa literária e científica da época. As observações instrumentais meteorológicas
são um reflexo de uma prática científica e cultural que estabeleceu uma rede de meteorologia
europeia, um pilar da modernidade do Estado dos séculos XIX e XX, um sinal da internacionalização
da ciência em Portugal, numa perspetiva transnacional.
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Nunes, Maria Fátima, Alcoforado, M. J., Cravosa, «A. Meteorologia e as observações instrumentais: a emergência da construção de redes internacionais XVIII-XIX», Internacionalização da Ciência. Internacionalismo Científico, Eds. : Ângela Salgueiro, Maria Fátima Nunes, Maria Fernanda Rollo, Quintino Lopes, [Lisboa], Casal de Cambra, Ed. Caleidoscópio, 2014; pp. 13-21.