Fundar no Ermo. Descrição histórico-arquitectónica do Colégio e Complexo do Espírito Santo (sécs. XVI-XVIII)

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Universidade de Évora

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Inaugurando-se a primeira Universidade de Évora em 1559, os espaços que veio então a ocupar e que permaneceram até ao presente, corresponderam ao programa de edificação do já designado Colégio do Espírito Santo e que teve gestão da Companhia de Jesus. Inicialmente tratou-se de um núcleo original, em torno a um claustro, que se destinou a concluir o projecto de instalação de Estudos Gerais em Évora, ainda do período de D. Manuel I, depois refuncionalizado como núcleo de estudos eclesiásticos, até ao momento em que, após a morte de D. João III, o futuro Cardeal-Rei D. Henrique decidiu, num espírito que tanto era de um Príncipe do Renascimento, como das necessidades decorrentes da Contra-Reforma, estabelecer aí mesmo a nova Universidade. Enquanto modelo de arquitectura colegial, o Colégio e outros edifícios correlativos, participariam do conjunto de obras que, depois de 1550, moldaram a nova paisagem urbana de Évora e incorporaram formas e modelos de carácter tratadístico e normativo, mas numa sequência que só terminaria ca. 1750, com a notável homegeneização estética e de traçado de fase Barroca.

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