“Darkness Visible: Percursos pelo Gótico Americano”
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Húmus
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O Gótico Americano funciona como negação duma corrente iluminista que fomentou a ideia de progresso em que se baseava o American Dream. Esse “Outro”, que regressa de algo reprimido no passado, seria portador de uma monstruosidade que a cultura dominante não podia assimilar, pois abalaria a sua fé na benevolência e perfectibilidade do ser humano, assim como a sua crença no poder da racionalidade. Por isso, em "Redefining the American Gothic", Louis Gross define o Gótico como “a demonic quest narrative” e “a demonic history text”. Gross considera este tipo de ficção como literatura onde o medo é a emoção fundamental, já que a experiência gótica oferece “a darkened world where fear, oppression, and madness are the ways to knowledge and the uncontrolled transformation of one’s character the quest’s epiphany”. Das trevas surgirá a luz, transformando-se assim a experiência da escuridão num acto de iluminação, seguindo uma lógica binária que, de acordo com Eric Savoy, tem exigido “a darkness as the Enlightenment’s Other”. Esta ideia é também partilhada por duas das vozes mais reconhecidas da crítica gótica: Anne Williams, em "The Poetics of Darkness", e Maggie Kilgour, em "The Rise of the Gothic Novel".
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Citation
Lima, Maria Antónia “Darkness Visible: Percursos pelo Gótico Americano”, in Gótico Americano – alguns percursos. Edições Húmus, V. N. Famalicão, 2017, pp. 9-25.