Do comportamento de risco ao reconhecimento da discriminação dos seropositivos: reflexões sociológicas sobre o VIH/SIDA.
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A deslocação das análises sociológicas sobre os comportamentos de
risco para o reconhecimento por parte dos seropositivos da
discriminação que são sujeitos, ou podem ser sujeitos ao longo da sua
vida, requer uma alteração analítica importante. A referida mudança
exige do olhar sociológico uma mutação de ângulo analítico. Isto
significa que as interrogações seguem mais de perto o trabalho político,
com graus diferenciados de exposição pública, dos actores e das suas
organizações em face da expansão da doença, mas também em face
dos seus efeitos nos portadores do VIH/Sida. Na verdade,
circunscrever a análise sociológica sobre esta doença aos
comportamentos de risco é deixar de lado a compreensão das formas,
modalidades e dispositivos que conduzem à mobilização dos actores,
neste caso, dos indivíduos seropositivos. Assim, compreender as
razões de uma maior propensão ao envolvimento destes actores em
acções colectivas conduz o investigador a atribuir um maior destaque à
exterioridade do seu trabalho político. Apreender a referida
exterioridade do trabalho político implica atribuir importância a três
planos complementares. O primeiro incide sobre as formas de
mobilização das acções colectivas visando a formação de associações
que visam o trabalho de reconhecimento da doença e dos efeitos nos
seus portadores. O segundo insiste nas formas de acção colectiva
junto dos meios de divulgação deste trabalho político
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RESENDE, José Manuel; DIAS, M. H. . Do comportamento de risco ao reconhecimento da discriminação dos seropositivos: reflexões sociológicas sobre o VIH/SIDA. Atas do V Congresso Internacional de Saúde, Cultura e Sociedade. 1ed.Póvoa de Varzim: Agir, 2010, v. , p. 199-221.