Das Penas do Purgatório à punição claustral no quotidiano feminino em Portugal
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Sevilha, Editorial Universidad de Sevilla
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Além das Regras primaciais, os Regulamentos, Estatutos e Definições de distintas ordens religiosas estabelecem que comportamentos femininos em clausura poderiam ser considerados dignos de punição em Portugal no período moderno. A análise dos Livros de Visitas de mosteiros e conventos permite entender, numa perspectiva diacrónica, as gradações das penas aplicadas de acordo com os comportamentos observados [e que variavam também com a hierarquia interna das comunidades], procurando-se ainda a existência de distintas punições para faltas similares de acordo com os padrões de comportamento exigidos pelas diferentes Ordens. Efectivamente, da privação do leito à privação das grades do parlatório, da expulsão do mosteiro à ameaça de excomunhão, passando pela humilhação perante a comunidade conventual, as penas eram diversas, fazendo do universo claustral, simultaneamente universo de libertação para muitas mulheres, um mundo fechado e à mercê do ideal disciplinador de bispos, abades, confessores e visitadores. A análise compreende, a montante, a legislação vigente na altura em Portugal e as Constituições de Bispados, enquadrando a importância do Purgatório no panorama europeu pós-Trento, particularmente nas comunidades femininas.
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Conde, Antónia Fialho “Das Penas do Purgatório à punição claustral no quotidiano feminino em Portugal” in Comércio y Cultura en la Edad Moderna, coord. por Juan José Iglesias Rodríguez, Rafael M. Pérez García, Manuel F. Fernández Chaves, Sevilha, Editorial Universidad de Sevilla, 2015, pp.1901-1911.