Importância dos ácidos gordos no pescado: os aspectos menos conhecidos e a necessidade de técnicas analíticas mais eficientes
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A relação entre o pescado e a determinação do perfil em ácidos gordos é uma relação antiga. Todos sabemos que os peixes podem ser agrupados em quatro categorias de acordo com o seu conteúdo lipídico:
❑ Magro (<2%), ex: Corvina
❑ Baixo Teor (2-4%), ex: Carapau
❑ Teor médio (4-8%), ex Atum
❑ Alto Teor (>8%), ex: Sardinha
A maioria dos investigadores que trabalham em
pescado já realizou análises aos lípidos totais e ao perfil em ácidos gordos da parte edível da espécie com que trabalha.
Os lípidos do peixe contrastam com os lípidos dos mamíferos terrestres, incluindo mais de 40% de ácidos gordos de cadeia longa que são altamente insaturados e que contêm 4, 5 ou 6
duplas ligações (PUFAs), e sendo muitos destes acidos gordos essenciais (EFAs) para alimentação humana.
A composição e a relação entre as várias famílias de ácidos gordos do pescado é influenciada por 3 grandes fatores:
i) Genética, relacionada com a espécie de peixe, a sua fase do ciclo de vida;
ii) Ambiente, associado ao meio dulçaquícola ou marinho, pressão e temperatura da água;
iii) Dieta, relacionado com a cadeia alimentar.
Desta forma, os ácidos gordos são estudados numa perspetiva de marcadores de meio ambiente, de cadeia alimentar, e de stock pesqueiro.
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André Jorge, Bernardo Quintella, Marco Gomes da Silva & M. João Lança (2023) – Importância dos ácidos gordos no pescado: os aspetos menos conhecidos e a necessidade de análises mais eficientes. Ciência 2023. Encontro com a Ciência e Tecnologia em Portugal, 5 a 7 de julho, Universidade de Aveiro, Portugal.