Contributo do contacto pele-a-pele na temperatura do recém-nascido

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Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras - APEO

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Enquadramento: Entre os animais mamíferos, o ser humano é o único que separa o recém-nascido da sua mãe. Essa separação pode ser o desencadear de danos, nomeadamente na sua termorregulação e deixar escapar um mo- mento precioso na vida da mãe e do bebé, pelo que a promoção do con- tato pele-a-pele deve ser estimulada desde os primeiros minutos de vida do bebé. Objetivo: Demonstrar que no Bloco de Partos do Hospital Distrital de Santarém, a temperatura corporal dos recém-nascidos não diminui quando em contacto pele-a-pele com a mãe.  Método: O estudo descritivo de abordagem quantitativa utilizou uma amostra não probabilística e de conveniência. Para recolher os dados utili- zou-se um questionário de caracterização sociodemográfica da mãe e do re - cém-nascido e uma tabela onde foram monitorizadas as temperaturas con- forme os momentos pré-estabelecidos. Para a recolha de dados foram real- izados vários procedimentos de forma a cumprir a componente ética e legal da pesquisa em enfermagem com seres humanos. Resultados: As temperaturas médias apresentadas à nascença, aos 10’, 20’ e 30’ de vida foram, respetivamente de 37,56º; 37,40º; 37,02º e 37,00º. O tempo decorrido entre o nascimento e a primeira mamada foi em média de 46 minutos, com um mínimo de 10 minutos e um máximo de 76 minutos. Conclusões: Concluiu-se que a temperatura corporal do recém-nascido não diminui para parâmetros de hipotermia quando em contacto pele-a- -pele com a mãe durante os primeiros trinta minutos de vida.

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Carvalho, Ana; Zangão, Otília. (2014), Contributo do contacto pele-a-pele na temperatura do recém-nascido. Revista da Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras, nº 14, Almada: Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras, pp 63-67.

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