Contribuição para valorização agrícola de excedentes em olivicultura – Estimativa de custo de uma pilha de compostagem

Abstract

Os excedentes que o setor olivícola origina anualmente são alvo de tratamento diferenciado. O bagaço húmido produzido nos lagares de duas fases é enviado para unidades que procedem à sua secagem e extração do óleo residual. Os restos de poda são fragmentados e deixados na superfície do solo do olival enquanto que as folhas provenientes da limpeza da azeitona nos lagares têm utilização limitada. Apesar da compostagem ser uma técnica sobejamente divulgada como uma das alternativas a utilizar pelos olivicultores para implementarem práticas de economia circular, a sua utilização não está generalizada. Tal dever se-á a diversos fatores, entre os quais o tempo necessário para a obtenção do composto bem como a noção de que são necessários meios materiais específicos, nomeadamente máquinas para reviramento das pilhas, que requerem investimentos avultados. No âmbito do projeto PRR INOVCIRCOLIVE foi construída na Herdade da Torre das Figueiras-Monforte, uma pilha de compostagem com folhas e ramos provenientes da limpeza da azeitona, estrume de bovino e bagaço húmido descaroçado proveniente de um lagar de duas fases. Procedeu-se à caracterização prévia dos materiais, tendo a pilha ficado com um volume de cerca de 67m3 (30m x 3m x 1,5m). O método de compostagem utilizado foi o de pilha a céu aberto com volteio, sofrendo reviramento quinzenal, rega e fresagem sempre que necessário, tendo estas intervenções sido realizadas com equipamento de uso geral da exploração. Registaram-se os tempos de trabalho de cada uma das intervenções bem como o volume de água gasto na rega. Os encargos associados ao uso dos equipamentos para as diferentes operações foram determinados, a fim de calcular o custo de produção do composto.

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