Insólitas Afinidades: Alteridade em Albert Camus e Paul Bowles
| dc.contributor.author | Gomes, Fernando | |
| dc.contributor.editor | Gomes, Fernando | |
| dc.date.accessioned | 2018-12-06T17:14:34Z | |
| dc.date.available | 2018-12-06T17:14:34Z | |
| dc.date.embargo | 2017 | |
| dc.date.issued | 2017 | |
| dc.description.abstract | Insólitas Afinidades: Alteridade em Albert Camus e Paul Bowles pretende ser uma análise, inspirada por teorias pós-coloniais, da interacção ocidental com a alteridade magrebina em instantes da obra destes autores que serão figurativos de um espaço e tempo restritos: o Norte de África, durante e após a Segunda Guerra mundial, e subsequente período de descolonização. Procura-se inquirir, em momentos analíticos separados, o discurso colonialista nos diversos diálogos com o "outro"; opção que visa uma leitura mais atenta de modo a alcançar conclusões parciais no sentido da existência de analogias nos diálogos com a alteridade. Na leitura das narrativas de Camus evidenciam-se os elementos do discurso colonialista numa representação que revela, apesar da crítica à política colonial, ocultação da História e algum reducionismo na apreensão da realidade. Demonstra-se neste trabalho que a sua ficção indicia uma duplicidade de sentimentos relativamente à Argélia e à ocupação colonial francesa. De facto, a sua obra expõe uma interacção baseada em preconceitos colonialistas e uma figuração tão realista quanto idealizada, que confirma um Camus dilacerado pela História. Na exegese da obra de Bowles procura-se ver em que medida os seus diálogos com a alteridade também expõem estereótipos do discurso orientalista e definir o seu fascínio pelas paisagens geográficas e humanas norte-africanas, que se afiguram locus da demanda e da desintegração da identidade; alteridade muçulmana que o Autor introduz em alternativa ao niilismo ocidental. Para além do discurso ideologicamente estigmatizado, constata-se a falta de objectividade nas suas narrativas, que se revelam uma evocação nostálgica de um ideal geopolítico e a defesa de um status quo sócio-político que participa da ideologia colonialista. Em suma, este percurso analítico evidencia a existência de um discurso que, apesar de participar do imaginário orientalista, não permite concluir sobre eventuais posturas racistas de Camus ou de Bowles. Conclui-se que as narrativas destes autores são, na verdade, testemunhos pessimistas de uma realidade, o reflexo de uma sociedade colonial essencialmente racista, que invalida qualquer relação genuína entre raças culturalmente diferentes. | por |
| dc.description.sponsorship | CEL- Centro de Estudos em Letras - FCT | por |
| dc.identifier.authorbook | nao | por |
| dc.identifier.authoremail | fgomes@uevora.pt | |
| dc.identifier.editorbook | nao | por |
| dc.identifier.isbn | 978-972-762-405-8 | |
| dc.identifier.scientificarea | 296 | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10174/23680 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.publisher | Edições Cosmos | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.subject | Albert Camus | por |
| dc.subject | Paul Bowles | por |
| dc.subject | Estudos Pós-coloniais | por |
| dc.subject | Identidade | por |
| dc.subject | Alteridade | por |
| dc.subject | África do Norte | por |
| dc.title | Insólitas Afinidades: Alteridade em Albert Camus e Paul Bowles | por |
| dc.type | book | por |
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