A cooperação nas organizações educativas em contexto de imprevisibilidade e incerteza

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APSIOT

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É inegável a existência de um hiato de conhecimento em relação às circunstâncias que conduzem à cooperação nas organizações educativas. Todavia, à medida que o contexto organizacional se torna mais instável e turbulento, maior é a necessidade de instalar um ambiente cooperativo na organização, possibilitando colocar o know-how colectivo ao serviço da criação de um conjunto de soluções diversas para os problemas e situações que se alternam e diferenciam em ritmo acelerado. Neste contexto, a concepção clássica e instrumental da organização necessita de ser substituída por uma concepção mais fluída e menos tecnocrática que permita implementar um clima mais favorável à participação activa dos actores organizacionais. Ao se saber que a estrutura e comportamentos não são duas partes dissociáveis de uma organização educativa, o objectivo principal deste trabalho, apoiado num inquérito aplicado a uma amostra probabilística dos membros de um agrupamento escolar, centra-se na análise dos processos de cooperação entre actores empíricos, situados no contexto de acção desta organização educativa. Nesta óptica, interessava-nos fundamentalmente compreender como é que localmente se desenvolve a interacção entre indivíduos, ou seja, que tipo de mecanismos particulares permitem construir a cooperação entre actores empíricos neste tipo de organização. As evidências obtidas através do estudo empírico, aplicando modelos estatísticos adequados ao contexto de investigação, permitiram apresentar alguns factores determinantes para a implementação do trabalho cooperativo que, sem cair em generalizações abusivas, podem ser idênticos para as organizações educativas no geral. Uma das principais conclusões desta investigação é a de que a cooperação na organização educativa assenta, em grande parte, nos mecanismos do altruísmo recíproco e da cooperação espontânea. Outra é não ser possível desenvolver um sistema organizacional cooperativo abafando a iniciativa e a criatividade, correndo o risco de condicionar a inovação e de limitar o empenho dos actores organizacionais. O importante será então manter a tensão criadora entre as regulações autónomas, formais e informais, da organização. Deste modo, a organização educativa deve funcionar numa estrutura mais flexível e permeável à participação colectiva dos seus membros.

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Braga, Domingos e Beirante, Davida (2013), A cooperação nas organizações educativas em contexto de imprevisibilidade e incerteza, Actas do XV Encontro Nacional em SIOT, Lisboa, APSIOT.

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