A modernização das infraestruturas de saneamento na cidade de Évora: as vicissitudes do processo (1890 — 1933)
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Câmara Municpal de Évora
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Nos primeiros anos do século XX, as vereações eborenses concluíam que a instauração de urna rede de águas e esgotos, baseada nos mais recentes preceitos da engenharia, poderia resolver os problemas de saneamento da cidade e contribuir para Évora manter posição cimeira na hierarquia urbana do país. Apesar das vantagens que lhe eram atribuídas, passaram mais de vinte e cinco anos até ser possível dar por concluídos os trabalhos: o processo foi desencadeado ainda durante a Monarquia, prosseguiu ao longo da I República, e a inauguração ocorreu no início do Estado Novo.
Foi a partir deste contexto de mudança político-institucional que procedemos ao estudo do desempenho das elites municipais na promoção das modernas infraestruturas. Procurámos identificar os protagonistas em presença, analisar as posições assumidas, as soluções preconizadas e as dificuldades que se perfilaram, bem como esclarecer as eventuais relações entre os interesses públicos e as iniciativas e interesses privados. Houve também o propósito de avaliar a experiência eborense tendo como referência os principais tópicos do debate sobre as modalidades de intervenção dos poderes públicos para a organização das cidades, no período contemporâneo.
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Bernardo, Maria Ana, «A construção da moderna rede de saneamento em Évora: as vicissitudes de um percurso», Boletim A Cidade de Évora, Évora, Câmara Municipal de Évora, II Série, nº5, 2001, pp.259-290.