Abstraction and empathy
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AV Monografias
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No ano de 2000, Manuel e Francisco Aires Mateus acaba- vam de fundar o seu próprio atelier. Após vários anos a colaborar com Gonçalo Byrne (um dos mais relevantes arquitectos lisboetas da sua geração) – e depois de, a partir de uma pequena sala do atelier deste arquitecto, terem desenvolvido alguns projectos da sua própria autoria (como a Casa Nafarros em Sintra, a Residência Geriátrica da Santa Casa da Misericórdia de Grândola ou a Cantina da Universidade de Aveiro) –, Manuel e Francisco Aires Mateus trabalhavam finalmente, desde há dois anos, num espaço próprio, num apartamento situado na zona do Largo do Rato, em Lisboa. Tinham vários projectos em mãos, alguns até com uma es- cala considerável, como a Sede da Ordem dos Engenheiros, a Unidade Pedagógica da FCT da Universidade de Coimbra ou a Reitoria da Universidade Nova de Lisboa. Mas é a encomenda de um simples projecto para uma casa em Alenquer, feita um ano antes, que mudou o carácter da produção de Manuel e Francisco Aires Mateus nos vinte anos que se seguiram – período em que se centra este número de AV Monografias. A verdade é que se as suas obras anteriores poderão ser lidas como uma consequência directa dos ensinamentos de Gonçalo Byrne – e terão sido elaboradas num período mais tarde considerado pelos próprios como «preambular» ou «propedêutico» –, as obras construídas a partir da elaboração do projecto desta casa ganharam um papel singular na história da arquitectura portuguesa.
Description
Citation
SEQUEIRA, Marta, «Abstracción y Empatía/ Abstraction and empathy», in AV Monografias, n. 225, 2020, pp. 4-9