O rio Guadiana no contar de Carlos Brito
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O rio, fluindo entre margens, é sempre um lugar de fronteira entre dois pedaços de terra que se opõem, mas é também espaço móvel, polifónico, híbrido, feito de incessantes travessias externas e internas, de constante transitoriedade.
Neste sentido, enquanto fronteira, o rio contém todos os lugares dentro de si. Por ser um rio fronteira e navegável, o baixo Guadiana, termo pelo qual se chama o rio Guadiana no território algarvio, une gentes de lugares distintos,
tanto de um lado e outro das suas margens, de Portugal (margem direita) e de Espanha (margem esquerda), como de montante e de jusante, do Alentejo e do Algarve e daqui para o mundo.
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Ilhéu, Maria & Dias, Carla Magro (2025). O rio Guadiana no contar de Carlos Brito. In A. C. Carvalho, S. Quinteiro & N. Constâncio (Eds.), Algarve(s) – Imagens do ambiente natural e humano na literatura de ficção (pp. 219-236). Lisboa: By The Book.