Le Corbusier e as casas dos monges brancos
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Universidade Presbiteriana Mackenzie e Pontifícia Universidade Católica de Campinas
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Le Corbusier sugere, em quatro escritos distintos, a influência de um mosteiro na concepção do seu projecto de habitação colectiva Immeuble-villas, de 1922. Refere-se a uma cartuxa em Galluzzo, nos arredores da cidade de Florença, chamada Cartuxa do Vale de Ema: um mosteiro que havia sido fundado em 1342 por Niccolò Acciaioli e que Le Corbusier visita durante as suas viagens iniciáticas pelo mundo da arquitectura e das artes decorativas – em 1907 e 1911. Vários são os autores que referem esta analogia, repetindo as palavras do arquitecto. No entanto, os documentos constantes nos Arquivos da Fundação Le Corbusier permitem verificar que o conhecimento de Le Corbusier sobre a Ordem Cartusiana não se baseia apenas na experiência de um mosteiro em particular. Se, ao deslocar-se em busca a tumba do cardeal Angelo Acciaiuoli, o jovem Charles-Edouard Jeanneret se depara com a Cartuxa de Florença, ao enamorar-se por este mosteiro, descobriu a tipologia da Ordem dos Cartuxos. Neste artigo propõe-se então precisamente uma expedição pelas «cartuxas de Le Corbusier», ou seja, uma incursão pelo étimo da habitação colectiva moderna.
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SEQUEIRA, Marta. «Le Corbusier e as casas dos monges brancos», in Anais do III Encontro da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo. Arquitetura, cidade e projeto: uma construção coletiva. São Paulo: Universidade Presbiteriana Mackenzie; Campinas: Pontifícia Universidade Católica de Campinas, 2014.