Novas aventuras de Cinéma 2: a cristalização da realidade em três filmes deleuzianos (eXistenZ, Elephant, Caché)
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Preâmbulo metodológico: sobre a legitimidade discursiva da teoria face à imagem
Para uma «recapitulação» alargada: imagens e signos; tempo e linguagem ( I )
Para uma «recapitulação» alargada: imagens e signos; tempo e linguagem ( II ) Se todos os filmes são deleuzianos – uns há, que são mais deleuzianos do que os outros…
Esta opção hermenêutica inaugural, ao mesmo tempo que indica a mobilização quase tautológica de um horizonte de discurso interpretativo («deleuziano»: agenciador da filosofia do cinema exposta em Cinéma 1 e Cinéma 2) sobre uma obra cinematográfica considerada «deleuziana» (em si mesma, quer dizer, na sua medula imagética radicalmente não-linguageira ), obriga desde logo a abrir a questão da relação da imagem com a linguagem, o mesmo é dizer: a interpelar a pertinência de se estar a escrever um capítulo sobre filosofia do cinema centrado num filme, ou, em geral, a inevitabilidade e o alcance intrinsecamente cinematográficos (e não exterior- e posteriormente «epistemológicos») de se escrever sobre cinema – v.gr, sobre o Cinema, à escala de um díptico total como o de Gilles Deleuze.
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MARTINS, José, “ Novas aventuras de Cinéma 2: a cristalização da realidade em três filmes deleuzianos (eXistenZ, Elephant, Caché)”, in Filmes (Ir)reflectidos, Covilhã, LABCOM.IFP, pp.33-103