Controlo de infestantes na vinha com enrelvamento
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A vitivinicultura está historicamente ligada a Portugal como atividade agrícola de grande importância económica e social. A vinha é um agro-sistema há muito tempo instalado no território nacional, incluindo nos arquipélagos da Madeira e dos Açores. Na verdade, a cultura desenvolve-se numa grande diversidade de condições edafo-climáticas e sujeita a práticas agronómicas também elas muito diversas. Como resultado desta diversidade bioecológica, o número de espécies infestantes que se podem encontrar na vinha, é muito elevado, ultrapassando as seiscentas. Na viticultura, existem diversas práticas obrigatórias e uma delas é o controlo de infestantes, as quais poderão causar quebras acentuadas na produtividade e na qualidade das uvas, se não forem adequadamente controladas. É de grande importância conhecer-se o tipo de infestantes, o seu ciclo de vida e o modo como reagem às diferentes técnicas de combate, para se conseguir delinear uma estratégia eficaz para o seu controlo.
Não obstante a utilização de “mulching” (palhas, pedras, cascas de pinheiro, etc.), as principais técnicas para o controlo de infestantes, atualmente usadas, são a mobilização do solo e o uso de herbicidas, incluindo quase sempre, técnicas de enrelvamento permanente no período de outono-inverno ou mesmo, em muitos casos, durante todo o ano. A opção por qualquer uma destas técnicas depende principalmente da região, do tipo de solo, e das infestantes presentes na vinha. Por vezes, o uso combinado destas técnicas afigura-se como a melhor solução, pois permite um bom controlo das infestantes sem prejudicar a estrutura e a fertilidade do solo e diminui a probabilidade de aparecimento de espécies resistentes a alguns herbicidas, problema atualmente com alguma gravidade, em todo o Mundo.