A judaização como resistência ao Santo Ofício na América portuguesa

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Universidade do Estado de Santa Catarina

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Desde a implantação do Santo Ofício na Península Ibérica, acordada entre as Coroas Portuguesa e Espanhola à Igreja Católica para impedir a ascensão de classe burguesa judaica, há uma mudança na rotina das pessoas praticantes da religião judaico-cristã. O pretexto de combate às heresias surge também pela necessidade de afastar tais praticantes de suas ‘raízes’, e ainda, retomar o poder sociopolítico cristão na península, viabilizado também pela expulsão dos mouros em 1492 e 1496. O que se pretende neste trabalho é discutir como se deu a construção da dupla-identidade imposta, despropositadamente, pela Inquisição na América Portuguesa, pensando como esta levará à busca pelas crenças judaicas por famílias convertidas enquanto seu instrumento de defesa; paralelamente ao processo de intolerância religiosa produzindo a crise identitária dessas pessoas convertidas ao cristianismo. A abordagem desses processos e conceitos serão percebidos a partir de livros didáticos de História, a serem problematizados.

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Liz, Isa Maria Moreira. ‘A judaização como resistência ao Santo Ofício na América Portuguesa’. In Anais da Semana Acadêmica de História da UDESC, 1:1–7. 1. Florianópolis: Universidade do Estado de Santa Catarina, 2018. https://anaissemanahistoriaudesc.blogspot.com/p/edicao-anteriores.html.

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