Reflexões sobre as políticas públicas para o envelhecimento nos antigos combatentes.
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Universidade de Évora |CIDHEUS - Laboratory of Demography,
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Face ao envelhecimento populacional no século XXI, destacamos a realidade vivida pelos antigos combatentes (AC) inseridos numa faixa etária mais avançada. A participação militar na Guerra Colonial Portuguesa (1961-1974) teve repercussões nas suas trajetórias de vida e no seu processo de envelhecimento (Costa, 2019), revelando desafios atuais e futuros para os quais são precisas respostas políticas.
Em Portugal, a atenção política a estas situações foi tardia. Só no final do século XX, através da Lei n.º 46/99, de 16 de julho, se passou a incluir na qualificação de Deficientes das Forças Armadas (DFA) as perturbações de stress (atualização do Decreto-Lei n.º 43/1976). A mais recente
legislação surgiu com a publicação do Estatuto do Antigo Combatente (EAC), Lei n.º 46/2020, de 20 de agosto de 2020, que vem consagrar de forma integrada um conjunto de direitos e
estruturas de apoio ao bem-estar de militares e ex-militares portugueses que prestaram serviço em contexto de guerra.
No presente paper pretende-se compreender como é que as políticas públicas estão
orientadas para fazer face ao envelhecimento nos AC e contribuem para a melhoria da sua
qualidade de vida. Com recurso a uma metodologia qualitativa e através da pesquisa e análise
documental, na ótica do Life Span e a partir de uma perspetiva sociológica, são identificadas as principais necessidades de apoio no universo dos AC e como estas são priorizadas pelas políticas
públicas nesse domínio.
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Citation
Silva, S., Baltazar, M. S., Romão, A. & Baptista, L. (2023). Reflexões sobre as políticas públicas para o envelhecimento nos antigos combatentes. Workshop - LifeSpan na UÉ - Longevidade e envelhecimento: inevitabilidade, desafios e oportunidades; 24 de janeiro de 2023; Universidade de Évora |CIDHEUS (pp. 1-3); ISSN: 2184 - 1330. DOI: https://doi.org/10.60469/bm5x-f338