A gestão do conhecimento e a gestão dos sistemas de informação: proposta de linhas de actuação

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Universidade de Évora

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Introdução - As organizações têm vindo a reconhecer no Conhecimento um dos seus recursos mais valiosos, o que torna a Gestão do Conhecimento num tema objecto de inúmeros trabalhos do maior rigor e seriedade, e que tem merecido a atenção de instituições e figuras de proa da área da Gestão das Organizações. Como consequência, tornou-se também um tema recorrente na literatura de divulgação na área da Gestão. Aparece habitualmente ligado à Gestão dos Sistemas de Informação como resultado duma preponderante valorização das vertentes relacionadas com as novas Tecnologias de Informação e Comunicação em detrimento de outras vertentes configuradoras das organizações. Esta valorização é também demonstrada pelos aspectos comerciais que surgem sempre associados às tendências dominantes da Gestão. Como manifestação deste facto temos a profusão da oferta de produtos e serviços que apelam à Gestão do Conhecimento. Se por um lado este tema tem merecido uma séria atenção e concentrado esforços empenhados de empresas de hardware, software e consultoria, não é menos verdade que a referência à Gestão do Conhecimento seja actualmente objecto de forte exploração comercial e que assistimos à oferta de produtos e serviços que, sob a capa da Gestão do Conhecimento, pouco ou nada têm que ver com ela. A título de exemplo atente-se que, hoje em dia, já não há empresas a oferecer produtos e serviços na área da Gestão Documental pois passaram a referir que a sua actividade se situa na área da Gestão do Conhecimento, apesar de muitas vezes continuarem a oferecer exactamente os mesmos produtos e serviços. Contudo a actualidade do tema é absolutamente justificada. As condições em que as organizações desenvolvem hoje a sua actividade (globalização, terciarização, ritmo de desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação) conduzem a uma concentração nas actividades directamente relacionadas com os seus objectivos nucleares e consequente redistribuição das actividades consideradas menos essenciais. Esta redistribuição conduz à valorização de actividades com forte componente imaterial. A organização já não centra a sua atenção nos meios físicos de produção que possui mas sim no conhecimento que detém. A preocupação estratégica já não se concentra essencialmente na relação produto/mercado mas sim na sua capacidade de gerar vantagens competitivas decorrentes da sua capacidade de inovação.

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