Psicoterapia e Espiritualidade - do antagonismo ao diálogo
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No início da afirmação da psicoterapia enquanto processo científico, encontramos um antagonismo entre a psicoterapia e a espiritualidade, resultante da necessidade dessa mesma afirmação científica e muito do olhar negativo dos primeiros psicoterapeutas, nomeadamente da psicanálise, sobre a religião. Mas, progressivamente, tem-se vindo a afirmar um espaço de diálogo e de questionamento sobre a importância da espiritualidade no bem-estar e desenvolvimento humano, sendo hoje este um campo de estudo em expansão. A investigação que tem procurado clarificar o impacto da espiritualidade na saúde e bem-estar, mostra-nos como esta pode ser um recurso importante no enfrentar situações problemáticas e na promoção do bem-estar. Isto leva ao questionar a sua relação com a psicoterapia, sobretudo, quando se olha a busca de sentido, como uma necessidade intrinsecamente humana. Referem-semas formas e o significado dessa relação, a qual implica também, clarificar a maneira como se conceptualizam as interfaces entre a dimensão psíquica e a espiritualidade do ser humano e questionam-se os desafios que se colocam ao psicoterapeuta.
Considera-se neste capítulo, que o reconhecimento das interfaces significativas entre estas duas realidades, permite uma visão mais holística da pessoa, mas implica também, a afirmação das suas diferenças e especificidades.
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Biscaia, C. (2023). Psicoterapia e Espiritualidade - do antagonismo ao diálogo. C. Biscaia e D.D. Neto "Psicoterapia na Torre de Babel (pp:57-66). Lisboa: Edª Sílabo