Goethe e o teatro: entre representação, encenação e autonomia da obra de arte

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Em 2010, a prof. Erika Fischer-Lichte publicou um artigo no qual revisita a relação entre Goehte e o teatro, analisando em profundidade a teorização do actor deixada por Goethe (em registos que vão de cartas a diálogos e a ensaios filosóficos). Modelada a partir da figura exemplar de Iffland (August Wilhelm Iffland, 1759-1814) —o actor mais emblemático da transição entre os séculos XVIII e XIX, entre as reformas (de que é fruto, este aluno de Ekhof) e a afirmação Romântica do nacionalismo alemão— a teoria de Goethe analisada por Fischer-Lichte tende a evidenciar a condição da representação como arte em si, permitindo à autora alemã a postulação de uma ideia central: a de que o teatro é, para Goethe, uma obra de arte autónoma, baseada na encenação e no trabalho artístico do actor. Com essa postulação, Fischer-Lichte faz anteceder de quase um século uma problemática habitualmente associada às vanguardas e ao início do século XX.

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José Alberto Ferreira 2015 Goethe e o teatro: entre representação, encenação e autonomia da obra de arte. Évora, DAC-UÉ [publicações pedagógicas].

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