Os engenheiros portugueses e o liberalismo. Atuação política, social e económica
| dc.contributor.author | Matos, Cardoso de | |
| dc.contributor.editor | Halpern Pereira, Miriam | |
| dc.date.accessioned | 2023-02-16T16:46:49Z | |
| dc.date.available | 2023-02-16T16:46:49Z | |
| dc.date.issued | 2022 | |
| dc.description.abstract | A implantação do liberalismo permitiu o retorno dos liberais exilados no estrangeiro, os quais tiveram ter um papel importante na modernização do país nas décadas seguintes. Durante o exílio, a nova intelligentsia, entre a qual se contavam vários engenheiros, tivera oportunidade de conhecer os progressos da ciência, da técnica e da indústria, registados em países como a França ou a Inglaterra, e de contactar com uma elite que pugnava pelo progresso social e económico assente nos avanços da ciência e da técnica. O saber e a experiência adquiridos no estrangeiro dotaram os engenheiros de conhecimentos técnico-científicos actualizados e de um maior domínio da tecnologia. Mesmo os engenheiros que permaneceram em Portugal puderam actualizar-se, graças à criação de novas escolas técnicas e de associações e ao surgimento de novas publicações. Para além da sua intervenção nas obras publicas, na modernização urbana e nas grandes infraestruturas territoriais, como as estradas e, mais tarde, o caminho de ferro, os engenheiros participaram também na promoção do ensino técnico, estiveram envolvidos em iniciativas editoriais, foram autores de artigos e livros, a maior parte das vezes com caracter técnico e didáctico, mas também de divulgação. A sua intervenção na sociedade assumiu múltiplas facetas e vários deles intervieram na política através da participação nas cortes ou assumindo a direção de ministérios, enquanto outros actuaram na esfera da administração central e local. A acção dos engenheiros a nível industrial foi também diversificada, tanto surgindo como empresários ou accionistas de companhias industriais, nas quais ocupavam muitas vezes cargos directivos, como consultores de empresas. Influenciados pelas teoria Saint-Simonistas, os engenheiros tiveram um papel activo na organização de associações que promoveram a divulgação dos conhecimentos técnico científicos como base essencial do progresso da indústria e dos melhoramentos materiais do país. Neste texto pretendemos abordar os aspectos acima referidos nas décadas que se seguiram à implantação do liberalismo em Portugal. | por |
| dc.identifier.authoremail | nd | |
| dc.identifier.citation | Ana Cardoso de Matos, “Os engenheiros portugueses e o liberalismo. Atuação política, social e económica” In Miriam Halpern Pereira et ali, (coord.) Revolução de 1820: Leituras e Impactos, Lisboa, Ed. ICS, 2022, pp. 445-461. | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10174/34581 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.publisher | ICS | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.subject | Engenheiros | por |
| dc.subject | Liberalismo | por |
| dc.subject | Ensino técnico | por |
| dc.subject | Obras Públicas | por |
| dc.subject | Indústria | por |
| dc.title | Os engenheiros portugueses e o liberalismo. Atuação política, social e económica | por |
| dc.type | bookPart | por |