Desporto escolar que realidade? contributo para a caracterização deste subsistema de ensino na região de Tomar

dc.contributor.advisorBarbosa, Luís Marques
dc.contributor.authorMarreiros, João Varão Maurício
dc.date.accessioned2015-03-13T12:33:42Z
dc.date.available2015-03-13T12:33:42Z
dc.date.issued1998
dc.description.abstractIntrodução - Como professor do Quadro de Nomeação Definitiva da disciplina de Educação Física numa escola de Tomar, entendemos efectuar este trabalho para a Dissertação a apresentar com vista a obter o grau de Mestre em Educação na Área da Administração Escolar3 numa tentativa de contribuir para a análise de um problema com dimensão social, que nos preocupa nos nossos dias. Educar sempre foi e continua a ser hoje uma tarefa eminentemente social, tal como descreve DELORS (1996), tentando conseguir na situação particular do Desporto Escolar, que os alunos participem nesta actividade complementar. A experiência vivida e acumulada ao longo da carreira de professor de Educação Física, reflecte o estado actual das nossas concepções e preocupações nesta área. Para tal, nesta aprendizagem de investigação, desejamos encarar a mesma com a humildade de partir do ponto de nada sabermos sobre o que propomos investigar, atendendo que, segundo BELL (1997), é investigando que todos nós aprendemos a fazê-lo. Anteriormente, já STOER (1986), mencionou que na investigação antropológica, a distância em relação ao objecto de análise, pode realmente ajudar o investigador a evitar a imposição dos seus próprios valores. Para MIALARET (1987), num dado momento da história, a ciência é constituída pelo conjunto dos resultados e das investigações empreendidas, pelo conjunto dos problemas que se põem para os quais os investigadores tentam encontrar uma solução. A ciência de uma época é constituída por uma aquisição e pelas aberturas para o futuro. As ciências da educação não têm um longo passado atrás de si mas estão cheias de promessas para o futuro. Num mundo em rápida evolução o seu domínio de acção será talvez um dos mais férteis para pôr à prova as outras teorias das ciências humanas. Ora, todas as ciências do homem (WALLON, 1979), têm por objectivo a descoberta de relações exactas e, assim, tendem para ele. De acordo com BARBOSA (1997a), o acto educativo é caracterizado por ser consequência de uma nítida intenção de formar alguém, ou seja, de influenciar o seu futuro. Refere ainda que a formação de um professor tem de ser uma formação para a vida, isto é, que permita ao professor ser capaz de actuar em vários domínios. Também para este autor (1997 b), a investigação tem de passar a ser instrumento de uso quotidiano do professor, não podendo mais ser privilégio de uns quantos. Sabemos que devemos considerar a escola como um espaço cultural por excelência, sendo nele que se deve dar início a práticas desportivas, para que cada aluno se aproprie dos saberes gerados pela sociedade actual. É na escola que se devem reconstituir e recriar os processos de aprendizagem da cultura desportiva, devendo ainda a escola ser o espaço de aprender e não só o de ensinar. Institucionalmente, no quadro dos objectivos previstos na Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei n° 46/86, de 14 de Outubro), assume particular importância o desenvolvimento nos 2° e 3° Ciclos do Ensino Básico e no Secundário do Desporto Escolar, como actividade de complemento curricular, que faz parte de um Subsistema4 de conjunto de partes inter-relacionadas de um sistema mais amplo, o Sistema Educativo.5 A concretização desses objectivos determina, inequivocamente, que a actividade desportiva se integre na vida escolar, decorrendo por isso o Desporto Escolar, como as demais actividades escolares, sob a responsabilidade dos órgãos de gestão e administração das escolas. GRILO (1997), Ministro da Educação, ao se referir á apresentação na Assembleia da República (9 de Novembro de 1995), do Programa do XIII Governo Constitucional, cujas eleições legislativas foram efectuadas em 1 de Outubro de 1995, focou que a educação era prioridade do Governo em nome da sociedade, da abertura dos espíritos e do combate á ignorância e à mediocridade, tendo dito ainda que contava com a Assembleia da República para essa tarefa, a qual era de todos. No Orçamento de Estado para o ano de 1996 apresentado na Assembleia da República em 14 de Março desse ano, GRILO (1997), focou que era o ano em que se entendia dar, através das grandes opções do Plano e do Orçamento de Estado, um sinal que traduzia, de forma clara e inequívoca a opção do Executivo em relação à educação, à formação e à qualificação das pessoas. Tratava-se assim da primeira prioridade do Governo, que importava assumir com ambição e audácia mobilizadoras. Como componente importante de vida e história dos povos, o desporto em Portugal tem acompanhado o evoluir da sociedade portuguesa desde os fins do século XIX. Para a compreensão do sentir e do viver do nosso povo, os contributos do desporto para o património cultural do País são extremamente ricos e importantes.por
dc.identifier.authoremailteses@bib.uevora.pt
dc.identifier.scientificarea676por
dc.identifier.sharewithdep pedagogiapor
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/13279
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade de Évorapor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectEducaçãopor
dc.subjectDesporto escolarpor
dc.subjectTomar (Portugal)por
dc.titleDesporto escolar que realidade? contributo para a caracterização deste subsistema de ensino na região de Tomarpor
dc.typemasterThesispor

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