Medicina Tropical no espaço de Angola (1923). Sinais de encontros científicos em África
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Lab2PT lab2pt.net Instituto de Ciencias Sociais Universidade do Minho
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Em 1923 a Sociedade das Ciencias Medicas celebrou o seu
primeiro centenario (1822–1923) com varios acontecimentos de
materialidades de sociabilidades cientificas, criando um roteiro
tematico onde se inseria a Medicina Colonial, tal como a memoria
da Imprensa da Universidade de Coimbra deixou registado1.
A Sociedade de Ciencias Medicas deixava ecos da designacao
de Colonial para se reportar aos trabalhos de Medicina e Saude
publica monitorizados para o espaco colonial de Africa e de
Asia, pelo vies de Goa Portuguesa, sobretudo da Escola Medico
Cirurgica2. Medicina Colonial e Naval que havia formatado uma
das ultimas secoes do XV Congresso Internacional de Medicina,
de 1906 que teve lugar numa Lisboa3 de Monarquia Constitucional,
com o empenho do medico republicano Miguel Bombarda,
responsavel pela renovacao urbana do Campo de Sant’Ana,
criando o polo urbano de Lisboa de um territorio de memoria
mitificado como a Colina da Saude, tal a rede de estabelecimentos
de Medicina e Saude publica que se foram ali instalando desde
o terramoto de 1755. Numa agenda de configuracao Seminario
sobre Historia da Saude os nossos caminhos de inquietacao de
historiadora da ciencia e da cultura, com janelas de intervencao
para a historia da saude e da medicina na transicao do seculo
xix para o seculo xx — tempo de afirmacao de uma circulacao de
conhecimento global, fixaram-se no campo epistemologico das
fontes cientificas e de um discurso colonial vs. ciencia colonial
para o uso de pratica cientifica de medicina tropical a partir da anatomia científica do I Congresso Internacional de Medicina Tropical, Luanda, 1923.
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Citation
Nunes, Maria de Fátima, "Medicina Tropical no espaço de Angola (1923). Sinais de encontros científicos em África", Olhares Cruzados sobre a história da saúde
da Idade Média à contemporaneidade
Coordenacao: Alexandra Esteves e Helena da Silva, Braga, Ed. Lab2PT
lab2pt.net
Instituto de Ciencias Sociais
Universidade do Minho; pp. 84-106