Convívios difíceis – sociabilidade violenta no seio familiar numa sociedade ibérica de Antigo Regime (Porto, segunda metade do século XVIII)

dc.contributor.authorRibeiro, Ana Sofia
dc.contributor.editorContreras Contreras, Jaime
dc.date.accessioned2017-01-17T13:07:14Z
dc.date.available2017-01-17T13:07:14Z
dc.date.issued2011
dc.description.abstractAs noções de família e parentesco na época moderna têm uma multiplicidade de extensões e significados. No entanto, por toda a Europa, a família constitui-se como a unidade produtiva, afectiva e convivencial. É sob a sua égide que os indivíduos agem e reagem, sociabilizam e onde são definidos os seus papéis sociais. Em Portugal esta realidade não é diferente. Nesta comunicação pretendemos mostrar que, no século XVIII, no Norte de Portugal, a célula familiar enquadra também as práticas e as sensibilidades da violência. Sendo o século XVIII um século de transição e transformação lenta de comportamentos, quer através da maior pressão do Estado para o controlo da ordem social, quer através de uma reflexão profunda no âmbito religioso do regramento dos costumes e da moral, é imperioso analisar os factores que interferiram nessa transformação na forma de tolerar, sentir e praticar a violência dentro das estruturas familiares, percebendo os diferentes papéis que os diferentes protagonistas desempenham. Que redes de sociabilidade subjazem a esta conflituosidade e violência familiar? Por um lado, as pessoas agridem e são agredidas, muitas vezes, como parte integrante de grupos familiares, por vezes rivais. Por outro lado, dentro da própria família surgem atritos que despoletam agressões, furtos e até homicídios. Importa, pois, avaliar o peso dos conflitos intrafamiliares na contabilidade geral da violência na região do porto e seu hinterland. Para tipos de família diversos, tanto na sua vivência regional (rural ou urbana) como económica (de uma arreigada ligação à terra ou de ligação ao pequeno ou grande comércio ou ainda de tradição mesteiral), compreensões diversas do fenómeno violento e diferentes utilizações do sistema de reparações. Importa, pois, perceber as redes e interdependências familiares que condicionam estas transgressões violentas e de que forma as resolvem (tolerando-a ou não).por
dc.identifier.authoremailasvribeiro@gmail.com
dc.identifier.citationAna Sofia Ribeiro, 2011 – “Convívios difíceis – sociabilidade violenta no seio familiar numa sociedade ibérica de Antigo Regime (Porto, segunda metade do século XVIII)” in CONTRERAS CONTRERAS, Jaime (ed.) – Familias, poderes, instituciones y conflictos. Murcia: Ediciones de la Universidad de murcia, pp. 457-466. ISBN 978-8483719985por
dc.identifier.scientificarea732por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/19787
dc.language.isoporpor
dc.peerreviewednopor
dc.publisherEdiciones de la Universidad de Murciapor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectviolênciapor
dc.subjectfamíliapor
dc.titleConvívios difíceis – sociabilidade violenta no seio familiar numa sociedade ibérica de Antigo Regime (Porto, segunda metade do século XVIII)por
dc.typearticlepor

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