Sob o desígnio de Mnemosine: A preservação da memória em museus de arte
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Associação dos Servidores do Arquivo Nacional (Brasil)
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O museu define-se como espaço de preservação da memória. Enquanto instituição criada no contexto eurocêntrico de sociedades dominadas por princípios nacionalistas, imperialistas e colonialistas, focava-se no propósito de constituir um repositório patrimonial representativo da arte e da cultura de uma nação ou de um império. Volvidos dois séculos, impõe-se uma reflexão ampla acerca do papel do museu na sociedade pós-moderna, pós-colonial e global. Com um enquadramento teórico assente em estudos que cruzam a museologia, a sociologia e as humanidades digitais, a análise dos impactos do aumento de afluência aos museus e espaços patrimoniais, muito por via do desenvolvimento do turismo de massas e do turismo cultural, e das novas formas de mediação cultural proporcionadas pelas tecnologias da informação e comunicação, pretende contribuir para essa análise acerca da função do museu na contemporaneidade. Como hipótese de partida, sugere-se que a hibridização dos públicos requer a hibridização das narrativas e das estratégias de comunicação, no sentido da disponibilização interativa e personalizada da informação e da construção de experiências imersivas e no pressuposto de que a articulação entre a cognição e a emoção favorece a perceção do sentido dos conteúdos expostos e fundamenta o papel do museu na sociedade.
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Roque, M. I. (2019, jan.-jun.). Sob o desígnio de Mnemosine: A preservação da memória em museus de arte. Revista Acesso Livre, (11), 7-34. Acedido em https://revistaacessolivre.files.wordpress.com/2019/06/01_maria-isabel-roque.pdf