Ensilabilidade da gramínea tropical Splenda

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Com este estudo, procurou-se avaliar a ensilabilidade da gramínea tropical ‘Splenda’ (Setaria sphacelata var. sericea x S. sphacelata var. splendida) e o efeito de vários tratamentos nas características e qualidade da silagem obtida. A ‘Splenda’ utilizada foi irrigada e cortada 10 semanas após o corte de limpeza, quando cerca de 50% das plantas já tinham florido. Parte da forragem foi sujeita a pré-fenagem (24 h). A forragem verde (FV) e a pré-fenada (FPF) foram fraccionadas (± 4 cm) e retiradas amostras para análise. Os aditivos foram adicionados imediatamente antes da ensilagem. Para cada tratamento foram utilizados 5 silos laboratoriais de 10 kg, armazenados durante 90 dias: o tratamento 1 (T1) consistiu em FV ensilada; o tratamento 2 (T2) em FPF ensilada; o tratamento 3 (T3) em FV ensilada com ácido fórmico (4 ml ADD-F®/kg MV); e o tratamento 4 (T4) em FV ensilada com Ecosyl® (7.5 mg/kg MV). Os resultados obtidos foram sujeitos a análise de variância e as diferenças estatísticas entre tratamentos (Quadro 1) mostraram que o T4 apresentou melhores resultados, originando silagens de média qualidade. Os T1, T2 e T3 apresentaram resultados inferiores, com valores mais elevados de pH, N-NH3 e ADF e valores mais baixos de lactato e digestibilidade in vitro da MS (DIVMS). Levando em conta a percentagem de plantas que tinham florido e a composição química e valores de digestibilidade, pode-se concluir que a ‘Splenda’ foi cortada num avançado estado de maturidade, originando silagens de fraca a média qualidade. Os números relativamente baixos de bactérias produtoras de ácido láctico (BPAL) epifíticas, provavelmente resultado da altura de corte (± 10 cm) e das condições assépticas em que a forragem foi manuseada, podem ter influenciado o processo fermentativo e levado à sub-utilização dos glúcidos solúveis (GS) da planta. A restrição do processo fermentativo é evidente no T2, onde o pH e o conteúdo em GS da silagem foram os mais elevados e o conteúdo em lactato o mais baixo de todos os tratamentos. Esta situação parece ter sido superada até certo nível no T4, onde um aditivo com Lactobacillus plantarum foi adicionado à forragem ensilada.

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Martins, J.M. (1996). Ensilabilidade da gramínea tropical Splenda. In: VII Congresso Internacional de Medicina Veterinária em Língua Portuguesa, Maputo, Moçambique, pp. 62-64.

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