Gramáticas filosófico-gerais portuguesas e espanholas: aspectos sintácticos. Aula Ibérica.
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Salamanca. Ediciones Universidad de Salamanca
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Benito Jerónimo Feijóo e Luís António Verney são dois nomes do iluminismo espanhol e português, respectivamente, que fazem parelha em muitos estudos sobre a cultura setecentista que, em ambos os países, conduziu ao movimento das gramáticas filosóficas no dobrar do século XVIII. Cada um deles, à sua maneira , criou pontes entre as duas culturas vizinhas em fase de reformas científico-filosóficas, que os mesmos promoveram; cada um deles protagonizou no país vizinho o papel do estrangeirado moderno , ainda que, no caso, intérprete de uma cultura (tanto a portuguesa, como a espanhola) divorciada da Europa evoluída; finalmente, ambos perfilharam uma genealogia de ideias que, filiadas na Grammaire de Port-Royal (1660), se prolongarão, já sob a herança do inglês John Locke, num segundo movimento da gramática geral em torno de Condillac e dos enciclopedistas, com continuidade destes nos debates filosóficos das primeiras décadas do século XIX sobre a Ideologia. Nesta mesma cronologia se centra este trabalho, que visa averiguar linhas de continuidade e/ou fractura que, a exemplo dos citados iluministas, podem ser detectadas no subsequente pensamento gramatical espanhol e português. Procurar-se-á verificar se o paralelismo e as afinidades existentes entre os dois países durante as Luzes valem de igual forma para o período das gramáticas filosóficas.