Calado, J.M.G. (2024) – A Olivicultura em Portugal. Revista Vida Rural, 1902: 29-35.

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Vida Rural/Abilways Portugal, SA

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A longa história da olivicultura na Península Ibérica, desde o período Neolítico e expansão durante o Império Romano, tem contribuído para a flexibilidade e capacidade de adaptação da oliveira às condições de clima subtropical seco do Continente. Devido à capacidade de adaptação da oliveira e à produção da azeitona que permite obter o azeite, óleo com o ácido oleico como a principal gordura e de excelente qualidade, tem sido mantida a área de olival em Portugal com um acréscimo na última década, acompanhado de um aumento da produção unitária e total, resultante, principalmente, da modernização do olival. Com os olivais modernos atingiu-se maior valor económico e desde que as práticas culturais sejam aplicadas de forma adequada, integrando as da agricultura de conservação e as da agricultura de precisão, obtêm-se benefícios em parâmetros ambientais, que se verificam, por exemplo, na remoção de dióxido de carbono a partir da atividade fotossintética das árvores com folhas persistentes. Em toda a cadeia, desde a produção da azeitona até à produção de azeite, criam‑se condições para dinâmicas sociais no interior do Continente, sendo necessário continuar o trabalho de promoção e criação de valor, melhorar práticas culturais e criar conhecimento para aumentar a eficiência do uso de recursos, como a possibilidade de existir maior biodisponibilidade de nutrientes e melhoria no crescimento e desenvolvimento da oliveira.

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Calado, J.M.G. (2024) – A Olivicultura em Portugal. Revista Vida Rural, 1902: 29-35.

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