“Santa Maria, Mãe de Deus”: Invocação, representação, exposição
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Associação dos Amigos do Mosteiro de São Cristóvão de Lafões
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A Virgem é referida na dupla condição de intercessora (Santa Maria) e de Mãe de Deus, traçando uma síntese histórica do culto que lhe é prestado desde a Idade Média e, em particular, desde o século XII, coincidindo com o aparecimento das catedrais, de que é padroeira privilegiada. O culto que lhe é prestado formaliza-se através de inúmeras invocações, algumas das quais se afirmaram com particular relevância na devoção popular. A representação iconográfica é analisada através das cenas do ciclo da Virgem, com referências aos evangelhos canónicos e apócrifos, e das invocações marianas, salientando os respetivos símbolos e atributos identificativos. A museografia destas representações decorrem de uma transposição do sagrado para um ambiente profano. Dado que a descontextulização modifica as modalidades de observação e elimina a ligação a elementos que lhe conferiam sentido, a musealização deve providenciar um conjunto de estratégias que recuperem o significado original da imagem, através de elementos textuais, gráficos e multimédia acessíveis à pluralidade dos públicos.
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Roque, M. I. (2018). “Santa Maria, Mãe de Deus”: Invocação, representação, exposição. In M. A. Marques & H. Osswald, Devoções e sensibilidades marianas: Da memória de Cister ao Portugal de hoje: Livro do XIII Encontro Cultural de S. Cristóvão de Lafões (pp. 101-134). Lafões, Portugal: Associação dos Amigos do Mosteiro de São Cristóvão de Lafões.