Endogeneidade das zonas monetárias óptimas e desequilíbrios macroeconómicos na zona euro

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Sílabo

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O projecto de adopção de uma moeda única na Europa deu origem a um importante debate sobre os efeitos da integração monetária, polarizado em dois campos. De um lado, quem antecipava que esta provocaria maior especialização e divergência de estruturas económicas e recomendava a verificação a priori de algumas condições sine qua non decorrentes da teoria das Zonas Monetárias Óptimas (ZMO), como forma de diminuir a probabilidade de choques assimétricos e garantir a existência de mecanismos de ajustamento quando estes ocorressem. Do outro, defensores da endogeneidade da integração monetária, que esperavam que o processo de integração promovesse endogenamente a convergência real, eliminando os choques idiossincráticos e tornando irrelevantes os mecanismos de ajustamento nacionais. Quase duas décadas após a introdução do euro, e ainda em fase de recuperação dos efeitos das crises financeira e económica pelos quais muitos responsabilizam a moeda única, existem dados suficientes para avaliar os dois lados deste debate. É esse o objectivo deste capítulo, onde se utilizam índices de ZMO para testar a hipótese da endogeneidade e também para avaliar se as diferentes trajectórias destes índices ajudam a explicar os desequilíbrios macroeconómicos observáveis na zona euro.

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Vieira, C., I. Vieira (2019), "Endogeneidade das zonas monetárias óptimas e desequilíbrios macroeconómicos na zona euro", in J. C. and M. R. Sousa (eds.), Desafios e Oportunidades à Governação da Zona Euro, pp. 19-34, Sílabo.

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