Max Weber, a ciência, a educação e a profissão. Cem anos depois os mesmos problemas e os desafios para o futuro.

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A leitura livre do texto de Max Weber, “A Ciência como Vocação”, de 1917, conduz-nos naturalmente ao reconhecimento de aspetos que, ainda hoje em dia, caracterizam o sistema universitário português. Os fatores (extrínsecos e intrínsecos à ciência) que Max Weber identifica para caracterizar as condições em que ocorre o exercício da “ciência como vocação”, bem como os condicionalismos institucionais que a moldam, soam, passados 100 anos, familiares. Assim, a viagem ao passado, para revisitar o pensamento de Max Weber, devolve-nos inevitavelmente ao presente, tal é a actualidade, pertinência e acutilância da sua análise sobre o exercício da profissão docente. Para a elaboração deste capítulo, o texto de Max Weber é revisitado à luz da realidade atual e guia-nos na identificação e reconhecimento dos factos que hoje enformam a ciência, a profissão docente e os desafios que os jovens licenciados enfrentam, também eles - tal como os estudantes da plateia de Max Weber - em busca de orientação profissional, num meio ambiente ainda mais incerto e mais instável.

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Serrano, Maria Manuel e Neto, Paulo (2019). “Max Weber, a ciência, a educação e a profissão. Cem anos depois, os mesmos problemas e os desafios para o futuro”. In Ema Cláudia Pires, Maria da Saudade Baltazar e Maria Manuel Serrano (Coord.) (2019). A Ciência como Vocação: (Re)Ler Max Weber (pp. 151-170). Vila Nova de Famalicão: Editora Húmus.

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