Quão empreendedores são os licenciados portugueses?Estudo de caso a partir da Universidade de Évora
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APDR
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A retenção de diplomados, nas regiões e nas cidades onde fazem a sua formação, é um dos efeitos mais significativos das instituições de ensino superior no território envolvente. Efectivamente, o maior ou menor grau de retenção de diplomados traduz a adequação entre as necessidades de formação locais e regionais e a oferta disponibilizada pelas instituições de ensino superior, contribuindo assim para a melhoria do capital humano presente no território.
Paralelamente, a atitude perante o trabalho e a predisposição revelada pelos estudantes no sentido de poderem vir a criar os seus próprios negócios ou as suas empresas são factores fundamentais na construção de um ambiente empreendedor, consonante com a melhoria dos níveis de competitividade territorial.
Com este estudo pretendemos analisar, por um lado, a predisposição dos estudantes da Universidade de Évora (U.E.) de virem a criar os seus próprios postos de trabalho e, por outro, a intenção de iniciarem a sua actividade profissional na cidade onde estudam. A partir de variáveis relativas: i) às características sócio-demográficas dos alunos; ii) aos seus atributos e competências; iii) ao contributo da U.E. para a formação dos alunos; iv) às suas perspectivas de futuro e v) à percepção dos estudantes relativamente à criação de empresas, propomo-nos, com base em metodologias de estatística multivariada, interpretar os resultados de um inquérito por questionário aplicado, no ano lectivo 2004/05, aos estudantes inscritos nos dois últimos anos de todos os cursos de licenciatura da Universidade de Évora.
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“Quão empreendedores são os licenciados portugueses? Estudo de caso a partir da Universidade de Évora”, Rego, Conceição, actas do XII Congresso da APDR.