Do colorido da natureza à tinturaria natural: O contributo das flores
| dc.contributor.author | Dias, A.S. | |
| dc.contributor.editor | Dias, A.S. | |
| dc.contributor.editor | Candeias, A.E. | |
| dc.date.accessioned | 2012-01-09T10:58:48Z | |
| dc.date.available | 2012-01-09T10:58:48Z | |
| dc.date.issued | 2007 | |
| dc.description.abstract | As flores encontram-se entre as mais recentes «invenções» das plantas na adaptação ao ambiente terrestre, sendo nelas que o que normalmente poderá ser visto como o “capricho” da cor atinge o seu expoente máximo. Efectivamente em nenhum outro órgão vegetal se encontra uma tão grande variedade de formas e cores. A ciência distingue um «desígnio» oculto subjacente à euforia cromática ostentada pelo mais exuberante e variável órgão vegetal. Efectivamente, as cores florais são entendidas como parte de um design sedutor desenvolvido especificamente para a atracção de determinados polinizadores. No entanto, e apesar da paleta natural ser extremamente rica, há uma notável economia de meios na forma como foi conseguido o colorido floral. Com efeito, a enorme variedade cromática ostentada pelas flores é obtida com recurso a um número relativamente reduzido de pigmentos vegetais em que se destacam os pertencentes aos grupos dos carotenóides, das antocianinas ou dos flavonóides. Curiosamente os pigmentos mais comuns nas flores podem encontrar-se noutros órgãos vegetais como folhas e caules, pelo que no processo de colorir-se as flores mais não fizeram do que concentrar pigmentos disponíveis já inventados e despir-se do inconveniente verde clorofilino que os obscurece e mascara. Na planta, estas substâncias pigmentadas desempenham diversas funções entre as quais se destacam as relacionadas com a absorção ou reflexão da luz e protecção contra a radiação ultravioleta. Nas flores adiciona-se-lhes uma função de atracção frequentemente fundamental no jogo complexo de sedução do polinizador a que se juntam dimensões, formas e padrões e ainda frequentemente aroma e néctar. O papel das cores na atracção dos polinizadores é referido bem como as características, localização e funções dos três grandes grupos de pigmentos comummente responsáveis pelas cores florais. A utilização das flores como corantes têxteis relaciona-se naturalmente com o tipo de pigmentos presentes e merecerá igualmente atenção com uma referência especial ao açafrão, um corante de utilização antiquíssima e múltiplos usos, tanto antigos como recentes, obtido a partir dos estigmas da flor recém aberta de Crocus sativus. | por |
| dc.identifier.authoremail | nd | |
| dc.identifier.citation | Dias AS 2007. Do colorido da natureza à tinturaria natural: O contributo das flores. Entre as Artes e as Ciências. In Dias AS e AE Candeias (Coordenadores) 2007. Pigmentos e Corantes Naturais. Entre as Artes e as Ciências. GIEPCN- Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre Pigmentos e Corantes Naturais, Universidade de Évora, Évora, pp.121-135 | por |
| dc.identifier.isbn | 978-972-99959-5-8 | |
| dc.identifier.scientificarea | 221 | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10174/3114 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.publisher | GIEPCN- Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre Pigmentos e Corantes Naturais | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.subject | Ethnobotany | por |
| dc.title | Do colorido da natureza à tinturaria natural: O contributo das flores | por |
| dc.type | bookPart | por |