A LÍNGUA PORTUGUESA NO ESPAÇO LUSÓFONO: O CASO DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

Abstract

A situação linguística de São Tomé e Príncipe é caracterizada pela coexistência de seis idiomas: o forro, o angolar, o lung’ie, o português, o tonga e o cabo-verdiano num mesmo espaço geográfico, o que facilmente se prestará a interferências mútuas. Este artigo tem como objetivo analisar o uso dos verbos ter e haver num contexto de uso oral da língua portuguesa, em São Tomé e Príncipe. Para tal procedeu-se à criação de um questionário, posteriormente aplicado a 25 falantes são-tomenses. Daí resultaram as seguintes conclusões: (i) há uma tendência de sobreposição do verbo ter em relação a haver nas construções que impliquem existência, ocorrência ou acontecimento no português sãotomense; (ii) há uma maior preferência dos falantes pelo uso do verbo ter em locuções verbais. Este estudo está teoricamente enquadrado em autores como Gonçalves (2012), Gonçalves e Hagemeijer (2015), Cuesta (1981), Cunha e Cintra (2015), Gonçalves e Costa (2002).

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