Investigação das comunidades de meiofauna no estuário do Mira

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Investigação das comunidades de meio fauna no estuário do Mira

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Em todo o mundo e em particular nos países mais desenvolvidos as pradarias marinhas apresentam uma taxa de declínio sem precedentes, sugerindo uma crise global destes ecossistemas e consequentemente uma importante perda de biodiversidade, afectando a estrutura, funcionamento, integridade e serviços dos ecossistemas costeiros. Até 2007 a secção mais a jusante do estuário do Mira (zona euhalina) foi caracterizada por extensas e estáveis pradarias marinhas de Zostera noltii, Hornem, com uma distribuição espacial até 3 metros, seguido por povoamentos Zostera marina L. até 6 metros de profundidade. Em 2008 assistiu-se a um colapso total destes povoamentos. No entanto, a partir de 2009 tendo sido observado a recuperação natural e intermitente destes importantes ecossistemas do estuário do Mira. A recuperação natural das pradarias marinhas do estuário do Mira reúne um conjunto de condições ecológicas que permitirá compreender e responder a questões ecológicas ainda não investigadas e resolvidas como por exemplo: Qual é a resposta estrutural e funcional das comunidades biológicas à perda de habitat? Será que as comunidades se ajustam naturalmente e retornam ao seu estado original ou criam um novo equilíbrio com uma nova composição de espécies? Com o objectivo de responder a estas questões durante os anos 2010, 2011 e 2012 investigadores do Centro de Oceanografia- CO e do Instituto do Mar- IMAR realizaram amostragens sazonais dos sedimentos associados aos povoamentos de Zostera noltii do estuário do Mira com o objectivo de estudar a evolução das comunidades de macrofauna e meiofauna durante a recuperação natural destes povoamentos. Baseado neste estudo encontra-se actualmente a decorrer na Universidade de Évora uma tese de doutoramento com uma bolsa de estudo financiada pela FCT. Em 2011 no âmbito do Mestrado Erasmus Mundus - Master of Science in Marine Biodiversity and Conservation da Universiddae de Gent, Bélgica, foi realizada uma tese de mestrado com o objectivo de compreender as relações tróficas das comunidades bentónicas desses povoamentos.

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Troca de conhecimentos sobre o território do PNSACV- A Semana do Dia Aberto do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) 6 de julho 2014, no Parque Natural, abertas ao público.

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