Uma abordagem geográfica do excesso de mortalidade
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Laboratory of Demography, CIDEHUS-UÉ, Portugal.
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Do ponto de vista demográfico, foi no século XX que o homem aprendeu a controlar o seu destino “dominando a morte, a qual foi atirada para as idades mais avançadas” (Morais, 2002). A morte tornou-se um fenómeno minimamente controlável devido às melhorias das condições de saúde e saneamento bem como das condições de vida das próprias populações. Estas melhorias permitiram evitar pandemias que findavam de forma precoce milhares de vidas.
Em 2020, Portugal e o mundo foram surpreendidos com uma pandemia originária na China, a COVID-19. A pandemia da COVID-19 acabou por ter um impacto inesperado na tendência da mortalidade portuguesa e mundial: a esperança de vida à nascença diminuiu, em quase todos os países do mundo, e assistiu-se a um aumento da mortalidade sem precedentes (Schöley, Aburto, Kashnitsky, et al.). Esse aumento é, atualmente, encarado como um período temporal cuja mortalidade foi dominada e caraterizada por um excesso. Neste sentido, torna-se necessário compreender o real impacto da COVID-19 na tendência da mortalidade portuguesa.
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Pulquério, M. (2023). Uma abordagem geográfica do excesso de mortalidade. Population News, Trends and Attitudes n.º11, December, pp. 1-3