A intervenção no território, na política e no ensino técnico dos engenheiros portugueses formados na École des ponts et chaussés de Paris na 1ª metade do século XIX

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Paz & Terra

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Neste texto analisamos o papel que os engenheiros portugueses que completaram a sua formação na École de Ponts et Chaussés de Paris durante a primeira metade do século XIX tiveram nos vários campos acima referidos até a instituição em Portugal da Regeneração, sistema político que se iniciou em 1851. A razão de fazermos incidir o nosso estudo sobre esse período prende-se, por um lado, ao facto de considerarmos que os engenheiros formados naquela escola até 1851 contribuíram de forma significativa para tentar introduzir nas escolas de engenharia criadas em Portugal na década de 1830 um novo modelo de formação de engenheiros baseado na École des Ponts et Chaussées. Por outro lado, prende-se ao facto de esses engenheiros terem contribuído para integrar Portugal no espaço transnacional europeu de ponts et chaussées e terem tido um papel importante na implantação em Portugal de um modelo de organização do território em que as obras públicas eram determinantes. A ação desses engenheiros nas obras públicas, nas estruturas políticas administrativas do Estado ou no ensino prolongou-se pela segunda metade do século e passou a contar com o contributo de um novo contingente de engenheiros formados também na École de Ponts et Chaussées.

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Ana Cardoso de Matos, “A intervenção no território, na política e no ensino técnico dos engenheiros portugueses formados na École des ponts et chaussés de Paris na 1ª metade do século XIX”. IN GESTEIRA, Heloísa, MARINHO Pedro, CAROLINO, Luis Miguel (ed.), Formas e representações do Império. Ciência, tecnologia e política, séculos XVI-XIX, Rio de Janeiro, Ed. Paz e Terra, 2014, pp. 435-468.

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