A mobilidade dos engenheiros e a transferência de tecnologia ligada com as obras públicas e o caminho-de-ferro (século XIX

dc.contributor.authorMatos, Ana Cardoso de
dc.contributor.editorPóvoas, Rui Fernandes
dc.contributor.editorMateus, João Mascarenhas
dc.date.accessioned2017-01-30T12:36:25Z
dc.date.available2017-01-30T12:36:25Z
dc.date.issued2016
dc.description.abstractA política de obras públicas e melhoramentos materiais seguida pelo fontismo, que exigiu um maior recurso aos engenheiros civis, confrontou-se com a escassez destes profissionais na sociedade portuguesa. À falta de formação específica no campo da engenharia civil atribuíram os contemporâneos muitos dos insucessos de várias obras públicas. Como referia em 1857 o Visconde da Luz “nós temos engenheiros muito hábeis, porque os nossos engenheiros têm muita teoria, e só o que lhes falta é a prática, mas não são inferiores em instrução aos estrangeiros. O que nós temos, infelizmente, é muito menos prática de certas construções” (DG 1857, 970). Para superar a insuficiência do ensino de engenharia civil vários engenheiros foram completar a sua formação no estrangeiro, nomeadamente na Escola de Pontes e Calçadas de Paris. A escolha desta escola ligou-se com a preocupação de dotar os engenheiros portugueses de uma sólida formação teórica actualizada e de uma formação prática que era completada pelas missões escolares anuais. Estas missões permitiram-lhes um contacto directo com as principais obras públicas que se estavam a realizar em França, o que lhes possibilitou conhecer os novos materiais de construção, contactar com as novas técnicas construtivas, perceber a formas mais actuais de organização dos estaleiros e avaliar as técnicas que eram mais adequadas para aplicar em Portugal quer ao nível da construção de pontes e viadutos, quer ao nível dos caminhos-de-ferro, para darmos alguns exemplos. Além disso, estes engenheiros procuraram difundir, entre os seus pares e subordinados, e aplicar nas várias obras públicas que planificaram e dirigiram os conhecimentos que tinham adquirido durante a sua estada em França. Nesta comunicação pretendemos, através dos depoimentos e relatórios das missões de estudo dos engenheiros que estudaram na École des Ponts et Chaussées, perceber a importância que esta escola teve para os trabalhos que estes engenheiros desenvolveram em Portugal.por
dc.identifier.authoremailnd
dc.identifier.citationAna Cardoso de Matos, “A mobilidade dos engenheiros e a transferência de tecnologia ligada com as obras públicas e o caminho-de-ferro (século XIX)” in Rui Fernandes Póvoas e João Mascarenhas Mateus (ed.) Atas do 2º Congresso Internacional de História da Construção Luso-Brasileira. Culturas partilhadas,Porto, vol 2, pp. 1157-1167 [ISBN 978-989-8527-11-0]por
dc.identifier.scientificarea733por
dc.identifier.sharewithDepartamento de Históriapor
dc.identifier.urihttp://events.mercatura.pt/CIHCLB/pt/documents/2CIHCLB_FAUP_VOL2_ePub.pdf
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/20255
dc.language.isoporpor
dc.peerreviewedyespor
dc.publisherSPEHCpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectEngenheirospor
dc.subjecttransferência de tecnologiapor
dc.subjectObras Públicaspor
dc.subjectCaminho-de-ferropor
dc.titleA mobilidade dos engenheiros e a transferência de tecnologia ligada com as obras públicas e o caminho-de-ferro (século XIXpor
dc.typearticlepor
degois.publication.firstPage1157por
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degois.publication.locationPortopor
degois.publication.titleAtas do 2º Congresso Internacional de História da Construção Luso-Brasileira. Culturas partilhadaspor
degois.publication.volumepor

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