Guerra e assuntos militares
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Civilização Brasileira
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Este capítulo analisa de forma comparativa o peso que os assuntos militares tinham na comunicação política entre distintos espaços locais do reino e das conquistas e o centro político. Analisam-se os emissores, os receptores e os fluxos de comunicação. Conclui-se a importância desigual que detinham nos diferentes territórios da monarquia portuguesa e que o peso relativo da questão militar nestas comunicações aumenta em função das conjunturas de conflito aberto e nas regiões e localidades onde as disputas militares e fronteiriças tiveram maior atividade. Constata-se ainda que nas conquistas a câmara era praticamente ausente nos tópicos militares em sua interlocução com o Conselho Ultramarino e com o rei e que os governadores e militares foram os que mais se dedicaram ao assunto.
No reino as câmaras registravam sobretudo comunicação emanada de Lisboa (c. de 40%), fosse ela do monarca ou de outros organismos centrais onde se podem incluir os tribunais superiores das casas de Bragança e da Rainha e um dos principais temas prende-se com a nomeação para os corpos de ordenanças. De acordo com estas evidências parece que no reino os municípios foram perdendo espaço de decisão sobre este tipo de nomeações o que contrasta com o que ocorreu nos territórios ultramarinos.
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Ferreira, Roberto Guedes e Cunha, Mafalda Soares da. “Guerra e assuntos militares” in João Fragoso & Nuno Gonçalo Monteiro (orgs.). Um Reino e suas Repúblicas no Atlântico. Comunicações Políticas entre Portugal, Brasil e Angola nos séculos XVII e XVIII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2017, pp. 237-267.