Reis de Társis, viajantes gregos e o ideal monumental de cidade entre os Autores portugueses modernos

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Promontoria - Revista do Departamento de História, Arqueologia e Património da Universidade do Algarve

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No conjunto de determinadas obras eruditas, perspectivou-se a remota antiguidade da ocupação histórica do território português e o que subsistia dos vestígios materiais e visuais de tais períodos. Autores portugueses como Francisco de Holanda (Séc. XVI), Luís Marinho de Azevedo (Séc. XVII) e D. Frei Manuel do Cenáculo (Séc. XVIII), introduziram primeiros registos modernos referentes ao legado da monumentalidade clássica, em discursos já tendentes à sua consideração enquanto património, e fomentaram, igualmente, um sentido de exortação de dignificação dos recintos urbanos, com destaque para Olisipo, em que a matriz da cultura clássica e seus referentes se assumiu como fundadora, assinalando-se depois a progressiva afirmação de propostas já de conservação de tais sinais monumentais.

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