Estudo da relevância da resposta IgE específica em cão, cavalo e humano – um modelo interespecífico de medicina de precisão

Abstract

Objectivos: Pretendeu-se implementar o método ELISA para determinar níveis de IgE patogénica e não patogénica em soros humanos, caninos e equinos, de pacientes sensibilizados e alérgicos a ácaros das espécies Dermatophagoides farinae e Dermatophagoides pteronyssinus, usando o sistema de deteção CRE-DR e CRE-DRB (Animal Allergy Clinical Laboratory, Japan). Metodologia: Foram incluídos cães e cavalos, seguidos no Hospital Veterinário da Universidade de Évora, e humanos seguidos no Hospital de São Bernardo (Setúbal), respeitando as determinações éticas. Utilizou-se o método ELISA direto (sistema de deteção CRE-DR) para determinação de IgE não patogénicas, e CRE-DRB para IgE patogénica, após tratamento térmico das amostras, e revelação com Streptavidina-β-Galactosidase (substrato 4-Metilumbeliferil β-D-galactopiranisideo). A fluorescência obtida foi lida a 460 nm (cut-off = 455 nm). Determinou-se a média aritmética da duplicata de cada diluição e o desvio padrão. A calibração foi realizada com soros caninos, equinos e humanos, com elevada IgE para D. farinae e D. pteronyssinus. Para otimização do método ELISA realizaram-se ensaios com diluições seriadas dos respetivos soros. Resultados: No gráfico 1 apresentam-se os resultados obtidos para a calibração da IgE não patogénica (D. farinae e D. pteronyssinus) de soro equino. Nos gráficos 2 e 3 apresentam-se as calibrações para as IgE alergénio-específicas, total e não patogénica para D. farinae e D. pteronyssinus, em soro canino. Os gráficos 4 e 5 apresentam, respetivamente, as calibrações das IgE alergénio-específicas, total, não patogénica e patogénica para D. pteronyssinus e D. farinae, em soro humano. Conclusões: Após otimização, a metodologia poderá constituir importante ferramenta complementar de diagnóstico. Compararam-se os valores de IgE alergénio-específicas, patogénicas/não patogénicas, no contexto de sensibilização/alergia, sendo a associação entre os níveis de IgE patogénica e a sintomatologia alérgica, aparentemente fraca e muito complexa, requerendo-se mais estudos, de forma a perceber o seu valor diagnóstico e prognóstico.

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Paixão A, Costa A, Antunes C, Martins L, Tomaz E, Pires P, Vieira J, Masuda K. Estudo da relevância da resposta IgE específica em cão, cavalo e humano – um modelo interespecífico de medicina de precisão (PO31). 44ª Reunião anual da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica – Gestão Interdisciplinar da Pessoa Alérgica. Troia, Portugal; 28 de setembro a 1 de outubro de 2023. Rev Port Imunoalergologia. 2023; 31(1):29-30.

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