Rankings escolares: "a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus"
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CIEP-UE
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O presente artigo parte da problemática dos rankings escolares e explora metodologias e linhas de trabalho com o objetivo de apurar e analisar perfis de desempenho das escolas, medido através das taxas de conclusão do 9º ano. A análise dos dados é realizada com recurso ao método ‘árvores de decisão’, tendo por base uma amostra de 979 escolas, das quais se obteve informação relativamente a onze variáveis do contexto extraescolar e intraescolar e às taxas de conclusão de 9º ano em 2010/11. Os resultados obtidos segmentam as escolas pela região, pela média do número de anos de escolaridade das mães, pela densidade de mães ligadas a profissões de elevado status social, pela densidade de frequência de alunos economicamente carenciados, reavivando o debate em torno, por um lado, de uma certa revivificação das perspetivas da reprodução social e cultural e, por outro, da recusa à rendição a cenários onde o conformismo e o fatalismo têm acolhimento incondicional como se tudo estivesse à partida predestinado e nada pudesse afetar o rumo das coisas. Daí a necessidade e importância de repensar métodos e redefinir critérios na construção e divulgação de rankings escolares que projetem a qualidade do desempenho das escolas alicerçada no desafio da universalidade escolar sucedida e nos princípios da diversidade, equidade e justiça educativas.