Intervir no Património Industrial: das experiências realizadas às novas perspectivas

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Museu da Indústria

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A génese do conceito de património industrial e o desenvolvimento da disciplina científica que investiga os vestígios da s sociedades industriais remontam à 2ªmetade do século XX. Em Portugal, o desenvolvimento da Arqueologia Industrial data dos finais da década de 1970. Paralelamente ao desenvolvimento da Arqueologia Industrial enquanto área científica, pluridisciplinar, a questão da preservação e valorização dos bens industriais, tangíveis e intangíveis, encontra-se no cerna das preocupações daqueles que lidam com o património industrial. Intervir na área do Património Industrial significa, muitas vezes, prever a intervenção num tecido industrial ao qual correspondeu um determinado processo de industrialização e de renovação urbanística. Se o desencadear deste tipo de processos não deixou, com frequência, um tempo de análise suficiente para as questões patrimoniais, trouxe contudo a debate novas funções para “velhas” estruturas e permitiu avaliar outros tipos de bens patrimoniais, concebidos na época contemporânea. Se a memória social se havia constituído e identificado em torno de valores estéticos e artísticos, desenvolvendo, através destes, o conceito de património, a emergência de vestígios de uma cultura técnica qualificados como património veio lançar um novo paradigma na área cultural.

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Ana Cardoso de Matos, Isabel Maria Ribeiro e Maria Luísa Santos, “Intervir no Património Industrial: das experiências realizadas às novas perspectivas”. In SAMPAIO, Maria da Luz (ed.), Actas do Colóquio de Museologia Industrial -Reconversão e Musealização de Espaços Industriais, Porto, Museu da Indústria, 2003,pp.21-32

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