Os “megalodontes” no Miocénico de Lisboa

dc.contributor.authorBaldaia, Ana
dc.contributor.authorBalbino, Ausenda C.
dc.contributor.authorAntunes, Miguel Telles
dc.date.accessioned2025-11-05T10:09:31Z
dc.date.available2025-11-05T10:09:31Z
dc.date.issued2025-10
dc.description.abstractOs seláceos fósseis, particularmente os de grande porte como os megalodontes, encontram-se amplamente representados no registo paleontológico por dentes isolados (Kent, 2018). A natureza cartilaginosa do seu esqueleto dificulta a preservação de estruturas ósseas completas, sendo os dentes fosseis os principais elementos para inferir a diversidade, distribuição temporal e relações taxonómicas destes tubarões (Cappetta, 2012). A morfologia dentaria fornece pistas relevantes sobre filogenia, ecologia trófica e hábitos alimentares destes predadores marinhos extintos (Shimada, 2005). Entre os fosseis mais emblemáticos encontram-se os dentes atribuídos ao género Otodus, nomeadamente Otodus megalodon, um tubarão gigante cujos dentes se distinguem pelo tamanho excecional, forma triangular e serrilhas desenvolvidas. Contudo, a identificação exata desses dentes nem sempre e inequívoca, dado que muitas espécies fosseis de elasmobrânquios apresentam morfologias parcialmente sobreponíveis, resultando em ambiguidades taxonómicas (Kent, 2018). A distinção entre dentes de megalodontes e espécies próximas enfrenta desafios técnicos, pois a variabilidade ontogenética, o dimorfismo sexual, o posicionamento intraoral e a convergência morfológica podem comprometer critérios diagnósticos simples (Shimada, 2005; Cappetta, 2012).Um dos objectivos do trabalho de investigação em curso centra-se no estudo dos “megalodontes” do Miocénico de Lisboa, revisão, classificação e a fronteira entre O.megalodon e O.chubutensis e a sua coexistência no Neogénico português. Cappetta, H. (2012). Chondrichthyes II: Mesozoic and Cenozoic Elasmobranchii—Teeth (Handbook of Paleoichthyology, Vol. 3E). Verlag Dr. Friedrich Pfeil. Kent, B. W. (2018). The cartilaginous fishes (chimaeras, sharks and rays) of Calvert Cliffs, Maryland, USA. Smithsonian Contributions to Paleobiology, (100), 45–67. Shimada, K. (2005). Phylogeny of lamniform sharks (Chondrichthyes: Elasmobranchii) and the contribution of dental characters to lamniform systematics. Paleontological Research, 9(1), 55-72.por
dc.identifier.authoremailana.baldaia@hotmail.com
dc.identifier.authoremailacaceres@uevora.pt
dc.identifier.authoremailmigueltellesantunes@gmail.com
dc.identifier.doiISSN 2975-9625por
dc.identifier.scientificarea372por
dc.identifier.urihttps://www.researchgate.net/publication/397020563_Tylostoma_N4
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/39550
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dc.language.isoporpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectMegalodontespor
dc.subjectMiocénicopor
dc.titleOs “megalodontes” no Miocénico de Lisboapor
dc.typelecturepor

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