O gesto espontâneo e o terapeuta: a linguagem da autenticidade
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Revista Natureza Humana
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Uma das inovações que Winnicott introduz na metodologia clínica é a sua especial
valorização e aproveitamento do “gesto espontâneo” infantil no contexto terapêutico. A consideração
do gesto, tradicionalmente despreciado na perspectiva da racionalidade e, por isso, tão tardiamente
tido em conta pelo pensamento, marca, decerto, uma viragem na definição do ser humano. O esforço
de Winnicott, por um lado, e da fenomenologia, por outro, contribuiu de forma fundamental para uma
melhor compreensão do longo trajeto vital na sua realização existencial. O presente trabalho procura
caracterizar esse esforço e defender que a autenticidade do gesto na espontaneidade do rabisco infantil
é necessariamente correlativa da mesma espontaneidade do terapeuta, enquanto abertura acolhedora
e não interpretativa, e que ambas na sua correlação configuram o que poderia ser o “ser-aí” humano
no sentido mais propriamente heideggeriano.
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Citation
Borges-Duarte, Irene, 2025. “O gesto espontâneo e o terapeuta: a linguagem da autenticidade”. Natureza Humana - Revista Internacional de Filosofia e Psicanálise, 27(1), 156–165