Estatuto do Antigo Combatente: Um direito longamente adiado
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O Estatuto do Antigo Combatente é atribuído aos militares e ex-militares portugueses
que participaram na Guerra Colonial e aos que, mais recentemente, integraram missões
humanitárias de apoio à paz e de manutenção da ordem pública. Propomo-nos sistematizar
as políticas que antecederam esse Estatuto, analisar os direitos que este instituiu,
bem como as suas limitações. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, mobilizando
a análise documental de fontes variadas, designadamente legislação, e a análise de
conteúdo da imprensa publicada pelas associações de combatentes. Os resultados permitem
apurar as várias dimensões (simbólica, social, económica e assim como ao nível dos
cuidados de saúde) que o novo estatuto consagra, propondo uma visão integrada e atualizada
do reconhecimento e dos apoios reclamados numa ótica de justiça social, designadamente:
apoio aos deficientes militares, assistência ao stress pós-traumático e a situações
de sem abrigo; retribuições em termos de aposentação e reforma e, não menos importante,
no âmbito simbólico, a atribuição da insígnia do antigo combatente e a efeméride
do Dia do Antigo Combatente, em sinal de reconhecimento público e memória social pelo
cumprimento do serviço militar.
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Citation
Baltazar, M.S.; Romão, A.; Silva, S.; Vieira, I. & Baptista, L. (2022). Estatuto do Antigo Combatente: um direito longamente adiado. In J. Serrão; M. Neves; H. Bracons; J. Brás & A. Cabral. (eds). (2022). Humanismo, Direitos Humanos e Cidadania - II Congresso Internacional 2021. Lisboa: Edições Universitárias Lusófonas (p. 258- 270). ISBN 978-989-757-204-3