O cidadão
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Farmacovigilância em Portugal: 25 anos
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A segurança dos cidadãos, neste caso particular dos doentes ou consumidores de fármacos, é a peça central no processo de farmacovigilância e o seu objectivo máximo. Neste processo, a contribuição dos cidadãos/doentes é fundamental para a criação de um sistema robusto e eficaz. A notificação de efeitos adversos directamente pelos cidadãos/doentes aporta ao sistema uma nova dimensão e tem diversas vantagens, com a inclusão de aspectos não considerados pelos outros actores do sistema, tais como o impacto na qualidade de vida, ser um reporte directo e não filtrado ou interpretado pelos técnicos de saúde, fornecer uma descrição mais fiável dos efeitos adversos, potenciar a detecção precoce de sinais e contribuir para a detecção de efeitos adversos de medicamentos de venda livre e complementares. A percentagem de notificações efectuadas directamente pelos cidadãos/doentes é ainda muito baixa sendo necessário promover cada vez mais este reporte, por exemplo, através de iniciativas conjuntas com as associações de doentes. O cidadão/doente deve ser o centro do sistema de saúde e, neste caso em particular do sistema de farmacovigilância, deve ser envolvido a todos os níveis no processo a começar pela integração na equipa de gestão, seguindo as boas práticas da União Europeia.
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J.M.V. Nabais. O cidadão, em Farmacovigilância em Portugal: 25 anos, Capitulo 6.5. Ed. Infarmed (ISBN 978-989-8369-16-1) (2018) 317-321.