José Mattoso e a política para os Arquivos
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Universidade de Évora
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José Mattoso (1933-2023), além de notável Medievalista, autor de uma vasta obra
científica, que faz dele um dos maiores historiadores portugueses do final do séc. XX, teve um papel fundamental no campo dos arquivos. A democracia portuguesa demorou
alguns anos até dar atenção a este setor. No início dos anos de 1980 estava quase tudo
por fazer: as massas arquivísticas acumulavam-se caoticamente; as instalações de
muitas instituições eram precárias e a inventariação demorava a fazer-se. Em 1988, José Mattoso contribuiu decisivamente para a mudança, ao assumir a presidência do
Instituto Português de Arquivos (IPA), o primeiro organismo português que teve como
objetivo planear e estabelecer um sistema nacional de arquivos e coordenar uma
política arquivística integrada. Foram Teresa Gouveia, Secretária de Estado da Cultura,
e José Mattoso que compreenderam a importância de dignificar os arquivos e destes estarem enquadrados numa direção-geral, criada para o efeito. O IPA manteve-se em funções até 1992. No ano seguinte, graças ao trabalho efetuado por José Mattoso no
IPA, foi publicado o Decreto-Lei no 16/93, de 23 de Janeiro, que estabeleceu um regime
geral dos arquivos e do património arquivístico, um diploma fundador de uma
verdadeira política arquivística no âmbito nacional.
Description
Citation
Batista, Paulo, Olival, Fernanda - José Mattoso e a política para os Arquivos, in José Mattoso (1933-2023): in memoriam. José Mattoso no olhar dos investigadores do CIDEHUS [Em linha]. Évora: CIDEHUS.UE - Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora, Évora, 2023, pp. 6-7. Disponível em https://drive.google.com/file/d/1L4j1L-IIY3nm9hxUYqVskNCVM31vrX8X/view?fbclid=IwAR1jhtYpZFslOUMOlcdMseF-TktlRgpsfZPOZpZxkeWdDatCRzTZ9_N8hGY&pli=1